O Coiso e a Coisa
Há talvez uns bons trinta anos, um pouco depois do PREC (Processo Revolucionário em Curso), e quando ainda ecoavam nos plenários das comissões de trabalhadores ou nas “mobilizações de massas” para desfiles nas avenidas com epílogo em comícios nas alamedas, largos, praças e campos de futebol, transformados do pé para a mão em folclóricos manifestódromos, as “palavras de ordem” ou chavões reivindicatórios e libertários, populistas e quase anarquistas, importados das revoluções latino-americanas, conquistados e permitidos pelo 25 de Abril, um jornal da Capital, creio que o saudoso vespertino “Diário de Lisboa”, pegou num documento datado de 1953 que actualizava a postura nº 69 035 da CM de Lisboa, inserindo uma tabela de coimas atinente a combater o que era tido como ofensas graves à moral pública, e mostrou-a nas páginas do seu diário.
O êxito foi tal que não havia pessoa que desprezasse uma cópia para mostrar em casa e aos amigos o que eram os tempos e a repressão salazarista nos muitos anos que precederam a “Revolução dos Cravos”. Também, confesso, recortei, mostrei e guardei o pedaço bem guardado; tão bem que tive grande trabalho para o encontrar. Mas lá estava, junto a uns cartões velhos e velhos recortes de outros jornais, já desbotados e amarelecidos pelo tempo e pela fraca qualidade da tinta e do papel, pelo que, sem embargo de postar aqui igual recorte, apenas como simples curiosidade e testemunho, transcrevo, na íntegra, para que possa ler-se sem dificuldade, o que rezava o citado documento:
“CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA
Postura nº 69 035/ – Policiamento de Logradouros Públicos e zonas Florestais.
Verificando-se o aumento de actos atentatórios à moral e aos bons costumes, que dia a dia se vêm verificando nos logradouros públicos e jardins, e, em especial, nas zonas florestais Montes Claros, Parque Silva Porto, Mata da Trafaria, Jardim Botânico, Tapada da Ajuda e outros, determina-se à Polícia e Guardas Florestais uma permanente vigilância sobre as pessoas que procurem frondosas vegetações para a prática de actos que atentem contra a moral e os bons costumes. Assim, e em aditamento àquela Postura nº 69.035, estabelece-se e determina-se que o artigo 48 tenha o cumprimento seguinte:
1º – Mão na mão ........................................2$50
2º – Mão naquilo ......................................15$00
3º – Aquilo na mão ....................................30$00
4º – Aquilo naquilo ....................................50$00
5º – Aquilo atrás daquilo ...........................100$00
§ Único – Com a língua naquilo ....................150$00
de multa, preso e fotografado.
Lisboa, 9 de Janeiro de 1953”
Chirra
Água e sabão...
Achei que era muito importante partilhar esta notícia com vocês.
Aos homens para quem vou enviar esta mensagem, passem a
informação às vossas mulheres, mães e todas aquelas mulheres que
conhecem.
Saúde para todos.
ESTA MENSAGEM ESTÁ A SER DIVULGADA POR UMA BIOQUÍMICA
URUGUAIA IDENTIFICADA ABAIXO.
Há um tempo atrás, fui a um seminário, sobre Cancro da Mama,
conduzido por Terry Birk, com o apoio de Dan Sullivan. Durante os
debates, perguntei porque razão a zona mais comum para desenvolver
tumores cancerígenos no peito é perto da axila. A minha pergunta não
pode ser respondida na hora. Esta informação foi-me enviada
recentemente, e alegro-me por a minha pergunta ter sido respondida.
Informei uma amiga que está a fazer quimioterapia e ela comentou
que já tinha esta informação, obtida num grupo de apoio que está a
frequentar.
Agora quero compartilhar a informação com vocês.
A principal causa de Cancro da Mama é o uso de
anti-transpirantes!
Sim, ANTITRANSPIRANTES. A maioria dos produtos no mercado são
uma combinação de anti-transpirantes/desodorizantes. vejam bem os
rótulos!!
DESODORIZANTE está bem, ANTI-TRANSPIRANTE, não.
A concentração das toxinas provoca a mutação das células:
CÂNCRO.
Eis aqui a razão:
O corpo humano tem apenas algumas áreas por onde pode eliminar
as toxinas: atrás dos joelhos, atrás das orelhas, a área das virilhas e as
axilas.
As toxinas são eliminadas com a transpiração. Os
anti-transpirantes, como seu nome diz, evitam a transpiração; portanto,
inibem o corpo de eliminar as toxinas através das axilas.
Estas toxinas não desaparecem por artes magicas. Como não saem
pelo suor o organismo deposita-as nas glândulas linfáticas que se
encontram debaixo dos braços.
A maioria dos tumores cancerígenos do seio, ocorrem neste
quadrante superior da área da mama. Precisamente onde se encontram as
glândulas.
Nos homens parece ocorrer em menor proporção, mas também não
estão isentos de desenvolver Cancro da Mama por causa dos
anti-transpirantes.
A diferença está no facto de os anti-transpirantes usados pelos
homens não serem aplicados directamente sobre a pele; ficam, em grande
parte, nos pêlos axiais.
As mulheres que aplicam anti-transpirantes logo após raparem ou
depilarem as axilas, aumentam o risco devido a minúsculas feridas e
irritações da pele, que fazem com que os componentes químicos nocivos
penetrem mais rapidamente no organismo.
Por favor, passem esta mensagem a todas as pessoas.
O Cancro da Mama está a tornar-se tremendamente comum, e este
aviso pode salvar algumas vidas.
Se de alguma forma duvidam desta informação, podem fazer as
vossas próprias investigações.
Provavelmente vão chegar à mesma conclusão.
FAVOR DIVULGAR A TODAS AS MULHERES, POR TODOS OS MEIOS DISPONÍVEIS.
De
C/ C a 20 de Junho de 2009 às 00:45
PARA ALERTA MUITO SÈRIO
ESTOU MUITO SENSIBILIZADA POR LER ESTE COMENTÁRIO, ACREDITO SINCERAMENTE NESTA ANÁLISE, E ESPERO QUE LEVEM ESTE ALERTA A SÉRIO, EU SOU UMA SOBREVIVENTE AO CANCRO DA MAMA, ATÉ HOJE NÃO ENCONTREI RESPOSTA A MINHA PERGUNTA “PORQUÊ”
MAS ESTA PERGUNTA, AO FIM DE UMA SEMANA “ DEPOIS DO DIAGONÓSTICO” DESAPARECEU DA MINHA MENTE, POIS DECIDI COM MUITA FIRMEZA, AFRONTA-LO, E VENÇE-LO, Á 5 ANOS QUE ME FOI FEITA UMA MASTEQTOMIA, E ACONSELHO A TODAS AS MULHERES PARA NÃO ESQUECEREM DE FAZER TODOS OS ANOS A MAMOGRAFIA E ECOGRAFIA MAMARIA POIS SE HOUVER PREVENÇÃO, Á VIDA SEGURAMENTE.
PARABENS POR ESTAR ALERTA SOBRE ESTE ASSUNTO
CAROLINA
A cArol está a levar no rabo mais a suas irmãs até o concerto do Tony Carreira só assim conseguiram bilhetes para o convívio do Modelo
Faleceu o padre João Pires de Campos
O padre João Pires de Campos faleceu em Penha Garcia, no passado dia 13 de Junho, com 86 anos. Era uma pessoa muito estimada, não só em Penha Garcia, de onde era natural, mas também, em todos os locais por onde passou e deixou a sua marca. D. José Alves, Arcebispo de Évora e anterior Bispo da Diocese de Portalegre e Castelo Branco presidiu às cerimónias das suas exéquias, realçando para além da figura do padre, o grande vulto da cultura. D. José Alves era amigo do Padre João e, enquanto Bispo da Diocese, costumava visitá-lo assiduamente, em Penha Garcia.
João Pires de Campos nasceu em Penha Garcia a 8 de Novembro de 1922 e, como destacou António Silveira Catana, no final da Eucaristia, “seria longo o tempo necessário para nos referirmos à actividade sacerdotal, cultural e de professor do Senhor Padre João, como muito carinhosamente era tratado pelo povo do seu torrão natal e que ele há muito apelidara de aldeia presépio”. Foi das palavras deste historiador que respigamos algumas passagens da vida do Padre João.
Em 2 de Outubro de 1940, iniciou os estudos no Seminário de Vila Viçosa da Arquidiocese de Évora. Em Outubro de 1943, transitara para o Seminário Maior de Évora, onde prosseguiu os Estudos de Humanidades e começou o Curso Superior de Teologia. Foi ordenado Presbítero, na Sé de Évora, em 29 Junho de 1951, pelo então Arcebispo, D. Manuel Mendes da Conceição Santos. Celebrou a sua Missa Nova, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Penha Garcia, a 8 de Julho do mesmo ano. E foi também neste templo que se celebraram as Bodas de Ouro do seu sacerdócio, um “dia, que lhe encheu a alma e que ficou memorável no seu coração, porque sempre que se referia à homenagem do povo da sua terra nas suas Bodas de Ouro sacerdotais os seus olhos brilhavam e a sua voz espelhava emoção”, destacou António Catana.
Depois da sua ordenação, foi Pároco interino, em Portel, Torrão e São Romão do Sado. De 1952 a 1969, foi Pároco de Samora Correia e Presidente da Fundação Padre Pedro Tobias onde fundou a Escola Infantil, Escola de Dactilografia e a Casa do Trabalho. Construiu um novo edifício para creche e outro para cinema e um bairro de 50 moradias. Foi ainda Arcipreste em Benavente e Coruche, membro do Conselho Presbiteral e Coordenador da Pastoral da Vigararia de Benavente – Coruche. Mais tarde, para além de Arquivista da Cúria Diocesana de Évora, foi Vice-Presidente da Comissão de Arte Sacra e Vogal da Secção de História, Vice-Presidente da Comissão de História da Arquidiocese de Évora e Bibliotecário do Instituto Superior de Teologia da mesma cidade.
O padre João Pires de Campos foi, igualmente, um prestigiado homem de cultura e um dedicado professor. Ao longo da sua carreira docente, desempenhada, em Vila Franca de Xira, Benavente, Penamacor e Évora, participou em mais de uma centena de congressos, seminários, exposições, debates e reflexões, maioritariamente em Portugal, mas também no estrangeiro, nomeadamente em Espanha, Malta e Alemanha. Proferiu, também, inúmeras conferências e orientou vários cursos no domínio da Arte, História, Defesa do Património Cultural, Mariologia e Iconografia Sacra. Foi também membro da Assembleia Geral do Grupo Pró-Évora e da Comissão de Arte e Arqueologia da Câmara Municipal de Évora e Vogal da Junta Nacional de Educação para as Belas Artes. Elaborou as “Normas para a exposição e conservação da Arte Sacra na Arquidiocese de Évora”. Colaborou na Organização de Museus e organizou inúmeras Exposições de índole cultural, de entre as quais se destaca a Exposição Iconográfica e Bibliográfica Mariana, realizada, em 1976, em Monsanto.
Com o pseudónimo de Vasco Fernandes de Guadalupe, o padre João Pires de Campos escreveu um trabalho monográfico, sobre a sua terra natal que intitulou: “Recolhas etnográficas em Penha Garcia – Crenças devocionais – Origens de Penha Garcia” que foi publicado em Separata da “Revista de Portugal – Série A: Língua Portuguesa” – Volume XXX – Lisboa, 1965. Foi colaborador assíduo, em vários jornais nacionais e regionais, aflorando a temática da Arqueologia, da História e da Arte Sacra.
Viajou pelo mundo e por onde passava trazia sempre uma ou mais obras de arte. Recordações, sobretudo, vindas de Espanha. As peças foram-se avolum
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